10 de junho de 2008

10 de Junho: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Ou da Raça.
É de síntese que se trata. Porquê emaranhar o discurso com perífrases, quando se pode dizer tudo de forma simples e directa? Há que desconfiar das perífrases, meus caros. Elas e os eufemismos andam de mãos dadas, e este par gosta de iludir pelas aparências.

Por exemplo: exame de Português do 12ºano...

Leia atentamente o excerto do poema e responda à questão.

Verdes são os campos
De cor de limão
Assim são os olhos
Do meu coração

1. De que cor são os campos?

Resposta A: São verdes.

Resposta B: As terras de cultivo mencionadas na estrofe do poema em análise apresentam a cor que resulta da junção, nas devidas proporções, das cores primárias azul e amarelo, cor essa que está também presente nos órgãos de visão da senhora tão subtilmente referida no poema e tão brilhantemente cantada pelo poeta Luís Vaz de Camões – nascido e criado no século XVI e, já agora, autor da obra “Os Lusíadas” –, e que, se não me engano e a memória não me falha, se chamava Catarina, mas acontece que o poeta, para trocar as voltas à bisbilhotice, baralhou as letras daquele nome e transformou-o em Natércia, Natércia essa que foi também esplendorosamente musicada por Zeca Afonso.

Ora! Tenham dó! Natural. Sem sustenidos nem bemóis, e muito menos rés, mis, fás, sóis, lás ou sis, que com estes já se compunha a “Sinfonieta da Piedade” e os correctores têm que ter, pelo menos, o trabalho de verificar se o verbo e o substantivo partilham a frase em harmonia.

Sintetizando: a síntese é boa.

Posto isto, resta-me fazer referência ao magnífico quadro inaugurado hoje pelo Nosso Sr. Presidente. É um bonito quadro! Verifiquem lá:

Pena foi que, depois de cortada a fita e da multidão dispersar, alguém tenha – de malvadez! – decidido esparrichar tinta “de cor” para a pintura! Aiiii… umas reguadas nessa gente, é o que é!

9 de junho de 2008

Música Empedernida


Ouve-se quem sobe a Rua dos Clérigos.

6 de junho de 2008

Só me faltam os dentes!

Depois de muita entrevista (duas, vá!) lá convenci a Genentech que sou uma rapariga às direitas. Desconhecendo ainda que tinha conseguido iluminar as mentes dos senhores, e sentindo que a última entrevista não tinha corrido da melhor forma, decidi ir ao dentista! Sim, sim... ir ao dentista é algo que eu faço para afogar as mágoas.
No entanto, como não sou muito dada a mágoas, já não punha os dentes no consultório há, pelo menos, dois belos e bons anos de plena felicidade... Já se adivinha o desfecho: ouvi um relato desmoralizante e sofri uma acção desvitalizante sobre os meus ricos dentinhos. Quando chego a casa recebo a notícia de que os meus dotes de persuasão sobre mentes americanas (sim, só essas!) estão a melhorar. Vai daí, risquei, com entusiasmo!, um "incomodozinho" da minha lista... agora só me faltam os dentes!

5 de junho de 2008

Quem espera...

...desespera.

Tanto, que até se compram guias de viagem e se iniciam blogs:




E o remédio é esperar que passe!
Mas enquanto não passa, encho os punhos com algo que valha e, seja lá o que isso for, atiro-o para quem quiser agarrar. Prometo que não atiro areia... é difícil de agarrar e, além do mais, pode enfiar-se-vos nos olhos e é desagradável.

Apesar do título do blog estar ainda em risco de sofrer uma mutação (pontual!) para algo como "A Fistful of Vigo", a sua função não se alterará... e se se alterar também não há-de ser problema por aí além... Vigo é já aqui! Numa linguagem mais à Bióloga, seria qualquer coisa como ter asas e deixar de as poder usar para voar... mas pode ser que dessa forma dê mais jeito para nadar.

Não quero saber!
Treinem esses reflexos e preparem-se... vou começar a contagem decrescente.
Não me responsabilizo pela falta de pontaria.